Espondiloartrose

“Espondilo” significa vértebra; “artro” significa articulação e o sufixo “ose” na medicina significa degeneração. Logo, espondiloartrose, nada mais é que uma degeneração ou desgaste das vértebras e das articulações da coluna, também chamadas de articulações interapofisárias (é um encaixe entre duas vértebras). 

 

Não é infrequente, nos depararmos em laudos com o termo “Espondilodiscoartrose”. pela mesma lógica, é a degeneração das vértebras, dos disco intervertebrais e das articulações da coluna. 

Espondiloartrose lombar

 

Outra alteração compatível com desgaste vertebral é o osteófito (bico de papagaio). Consistem em crescimentos ósseos que se formam nas margens das vértebras, e são mais uma possível consequência da espondiloartrose.

 

É mais comum que a condição afete pacientes idosos ou com histórico de sobrecarga crônica. Suas manifestações são variadas e mudam de acordo com a estrutura afetada.  

 

Sintomas

 

Além da dor nas costas, que é o sintoma mais frequente, a espondilodiscoartrose pode apresentar com:

  • Rigidez muscular;
  • Alterações posturais;
  • Perda de mobilidade e flexibilidade;
  • Dificuldade em ficar na mesma posição por muito tempo. 

 

Porém, vale ressaltar que nem toda alteração de desgaste da coluna gera dor. Muitas alterações evidenciadas em ressonâncias magnéticas, por exemplo, são alterações fisiológicas e compatíveis de um envelhecimento do corpo. É justamente o papel do ortopedista, especialista em coluna, diferenciar essas alterações fisiológicas das alterações patológicas que podem estar gerando dor ou qualquer sintoma. 

 

Espondiloartrose lombar

 

A coluna vertebral apresenta cinco divisões e quatro curvaturas. A região mais atingida pela espondiloartrose é a coluna lombar, seguida da coluna cervical. Isso ocorre porque a coluna lombar suporta a maior parte do peso do corpo, conferindo-lhe estabilidade e movimento. 

Espondiloartrose lombar

Causas da espondiloartrose

 

Podemos dividir os fatores que geram espondiloartrose em dois grandes grupos: fatores intrínsecos e fatores extrínsecos (também chamados de ambientais). 

 

A grande diferença entre os dois grupos é que no primeiro não temos controle algum sobre os fatores, diferente do segundo grupo, no qual podemos intervir. 

 

  • Fatores intrínsecos;
  • Idade;
  • Genética;
  • Fatores extrínsecos;
  • Sobrepeso;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Traumas (fraturas prévias).

 

Ademais, a espondiloartrose pode ser causada por outras condições ortopédicas, dentre elas osteoporose ou doenças reumatológicas como espondilite anquilosante e reumatóide 

 

Existem ainda determinadas profissões que tornam os indivíduos mais propensos a terem espondiloartrose, sobretudo aquelas que exigem repetição de movimentos, ou que o colaborador permaneça em pé ou sentado por muito tempo. 

 

Diagnóstico da espondiloartrose

 

A espondiloartrose é diagnosticada na maioria dos casos por meio de exames de imagens, cujo os resultados são combinados com a história clínica e o exame físico do paciente. 

 

As radiografias e tomografias são bons exames na avaliação da parte óssea da coluna, mas não fornecem detalhes sobre as chamadas “partes moles” da coluna. Já a ressonância magnética é o principal exame, pois fornece mais detalhes sobre os discos, articulações facetárias, nervos, ligamentos e musculatura. 

 

Como tratar a espondiloartrose?

 

O tratamento da espondiloartrose visa principalmente aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ser úteis em períodos de crises. 

 

A fisioterapia é um pilar muito importante para o controle da espondiloartrose. A realização de exercícios específicos pode ajudar a fortalecer os músculos ao redor da coluna vertebral, melhorar a postura e aumentar a flexibilidade.

 

Infiltrações de corticosteróides ou anestésicos também podem ser administradas diretamente nas articulações afetadas para a atenuação da dor.

 

A espondiloartrose exige cuidados redobrados com o estilo de vida. Evitar sobrecargas, controlar o peso, adotar posturas adequadas durante atividades diárias podem ajudar a reduzir a pressão sobre as articulações da coluna.

 

Intervenções cirúrgicas são o último recurso para tratar a espondiloartrose, quando outras opções de tratamento não são eficazes. Nestes casos, pode-se considerar a artrodese do segmento afetado, visando retirar o movimento daquele segmento e, com isso, melhorar a dor. 

 

FAQ- Perguntas Frequentes

 

O que é espondiloartrose?

 

A espondiloartrose ou artrose da coluna vertebral consiste na degeneração das articulações facetárias, recorrente em idosos ou pacientes com histórico de sobrecarga crônica;

 

Qual o tratamento para espondiloartrose?

 

Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são a principal alternativa de tratamento para espondiloartrose, aliados sobretudo à fisioterapia e exercícios de fortalecimento muscular;

 

Quais os sintomas da espondiloartrose?

 

A espondiloartrose pode causa dores nas costas que irradiam para membros inferiores ou superiores, dependendo da localização do desgaste das articulações;

 

Qual o CID da espondiloartrose anquilosante?

 

O CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) da espondiloartrose é o M45.

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