Espondilolistese é um escorregamento de uma vértebra em relação a outra. A coluna vista de lado, deve apresentar um empilhamento perfeito. Dr William Zarza
Espondilolistese é um escorregamento de uma vértebra em relação a outra. A coluna vista de lado, deve apresentar um empilhamento perfeito das vértebras (corpo vertebral). Quando isso não ocorre, há um escorregamento vertebral, que chamamos de espondilolistese.
É de praxe em laudos de exames, principalmente da coluna lombar, que ao identificar uma espondilolistese, sempre em seguida identificamos a localização onde ocorre esse escorregamento. Por exemplo: “Espondilolistese L4-L5” significa que há um deslizamento da 4º vértebra lombar em relação a 5º vértebra lombar.
Raio X com espondilolistese L4-L5
Há diversas causas para ocorrer esse escorregamento. Em crianças e adolescentes, a causa mais comum é uma falha óssea em uma porção na vértebra denominada “pars interarticularis”, porção essa importante na estabilidade mecânica vertebral. Nesse caso, estamos diante de uma “Espondilolistese ístmica”. Já em adultos e idosos, a causa mais comum é a degenerativa, secundária a uma lassidão e afrouxamento articular, que denominamos “Espondilolistese degenerativa”.
Há causas menos frequentes como traumáticas ou secundárias a infecções ou tumores ósseos. Portanto as causas / tipo de espondilolistese são:
Além de haver diferentes causas de espondilolisteses, ela pode ser classificada quanto ao grau de escorregamento em 5 graus.
Classificação de Meyerding – Grau de escorregamento.
O diagnóstico é realizado por meio de radiografias simples e é comum solicitarmos radiografias dinâmicas, nas quais o paciente realiza a radiografia com a flexão e extensão do tronco (tronco para frente e para trás). Mas para melhor elucidação diagnóstica e planejamento terapêutico, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética também são importantes.
Com a ressonância magnética, por exemplo, conseguimos avaliar com detalhes as raízes nervosas e eventuais compressões dessas raízes, provocando sintomas neurológicos como dor irradiada para perna, dormência e formigamento nas pernas, além de fraqueza motora.
Figura 3
Figura 4
Figura 3 e 4: Tomografia e Ressonância evidenciando espondilolistese de baixo grau
É muito importante ressaltar que a maioria dos casos de espondilolistese são assintomáticos e acabam descobrindo o escorregamento em exames, acidentalmente. Porém quando presentes, os sintomas podem estar tanto relacionados a instabilidade na coluna quanto a compressão das raízes nervosas da coluna lombar.
Como dito anteriormente, a maioria das espondilolisteses são de baixo grau e assintomáticas e não requerem um tratamento específico, apenas manter medidas de uma vida saudável como prática regular de atividade física, controle do peso e fortalecimento de CORE (musculatura abdominal e paravertebral, principalmente)
No entanto, para os paciente sintomáticos, com dor lombar ou sintomas neurológicos associados a compressão radicular, o tratamento conservador deve ser iniciado. Este se baseia na fisioterapia, RPG e acupuntura, visando o controle da dor e ao mesmo tempo o fortalecimento de tronco e alongamentos.
Nos casos de dor refratária ao tratamento conservador, a cirurgia de coluna pode ser uma opção. Dentro dessa possibilidade estão desde a cirurgia minimamente invasiva, visando somente a descompressão de um determinado nervo, até cirurgias maiores como a artrodese de coluna, visando a estabilização da coluna vertebral.
Normalmente as vértebras são bem “empilhadas” uma em cima da outra. Espondilolistese é o escorregamento de uma vértebra em relação a outra. Espondilo = vértebra e Listese = escorregamento.
Existem diversas causas para espondilolistese: má formação da vértebra, traumática, degenerativa ou secundária a algum outro problema como infecção, tumor, etc.
Sim, a espondilolistese não é uma contra-indicação para prática de caminhada.
Sim, porém normalmente sugerimos evitar trabalhos com cargas pesadas associados a repetições de movimentos, principalmente de flexão e extensão do tronco.
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