A cirurgia de coluna evoluiu de forma impressionante nas últimas décadas. Entre os avanços que mais aumentaram a segurança do paciente está a neuromonitorização intraoperatória. Essa tecnologia permite acompanhar, em tempo real, a função dos nervos e da medula durante a cirurgia minimamente invasiva de coluna, reduzindo riscos e oferecendo resultados mais previsíveis.

Entenda como a neuromonitorização funciona, em quais casos é indicada e por que ela é hoje um padrão de excelência em cirurgias de coluna.

O que é neuromonitorização intraoperatória  

A neuromonitorização é um conjunto de exames realizados enquanto a cirurgia acontece. Sensores colocados em pontos estratégicos do corpo avaliam continuamente a atividade elétrica dos nervos e da medula espinhal.

  • Monitoramento em tempo real: qualquer alteração é detectada imediatamente.
  • Prevenção de lesões: se o sistema identifica risco de comprometimento, a equipe cirúrgica é alertada.
  • Decisões mais seguras: o cirurgião pode ajustar a técnica, garantindo a preservação da função neurológica.

Esse recurso dentro da sala cirúrgica funciona como um verdadeiro escudo protetor para o paciente.

Quando a neuromonitorização é indicada 

Embora possa ser utilizada em diferentes procedimentos da coluna, ela é especialmente importante em:

  • Cirurgias para correção de deformidades, como escoliose ou cifose.
  • Procedimentos de descompressão nervosa, como retirada de hérnias de disco ou estenose.
  • Cirurgias de artrodese (fusão vertebral), em que há manipulação intensa das estruturas nervosas e colocação de parafusos.

Vantagens para o paciente

A presença de um médico especialista dedicado ao monitoramento durante a cirurgia proporciona benefícios claros:

  • Redução significativa do risco de lesão neurológica.
  • Maior precisão para o cirurgião, que atua com dados em tempo real.
  • Recuperação mais previsível e segura.
  • Tranquilidade para o paciente e sua família, sabendo que há um sistema extra de proteção.

A importância da equipe especializada

A neuromonitorização só oferece resultados confiáveis quando realizada por uma equipe treinada e experiente, em conjunto com um cirurgião que valorize essa tecnologia.

No meu dia a dia como cirurgião de coluna, a presença de profissionais especialistas em neuromonitorização é indispensável. Eles trabalham em sintonia comigo e com o anestesista, analisando cada sinal elétrico da medula e dos nervos durante toda a cirurgia.

A cirurgia endoscópica de coluna conta com três especialidades médicas: os ortopedistas de coluna, o anestesista e a equipe de neuromonitorização, composta por neurologistas ou fisiatras.

A neuromonitorização transformou a forma de operar a coluna. Esse recurso garante mais segurança, reduz riscos e proporciona uma recuperação mais tranquila. Se você precisa de uma cirurgia de coluna, converse com seu médico sobre a utilização dessa tecnologia e escolha um especialista que ofereça o que há de mais moderno e seguro.

Cuidar da saúde da sua coluna com acompanhamento especializado é o melhor caminho para uma vida ativa e sem dor. Agende sua avaliação para entender qual é o tratamento mais adequado ao seu caso.

Perguntas frequentes (FAQ)  

A neuromonitorização é obrigatória em toda cirurgia de coluna?

Não, mas é fortemente recomendada em cirurgias de maior complexidade ou que envolvam manipulação próxima à medula e às raízes nervosas, como descompressões, correções de deformidades e artrodeses.

A presença da neuromonitorização aumenta o tempo da cirurgia?  

A instalação dos sensores é rápida e não prolonga de forma significativa o procedimento. Na prática, o monitoramento pode até reduzir o tempo cirúrgico ao orientar decisões em tempo real.

O paciente sente algo durante o monitoramento?

Não. A neuromonitorização é totalmente indolor, realizada com o paciente sob anestesia geral, sem qualquer desconforto.