O problema mais frequente em um Pronto Socorro ortopédico sem dúvida é a dor nas costas. Existem diversas causas para esses problemas de coluna, que acometem diversas faixas etárias e possuem diferentes graus de gravidade.
A indicação de uma cirurgia na coluna, geralmente, gera dois sentimentos: alívio pela perspectiva de viver sem dor; e apreensão pelo procedimento que vem pela frente.
Entre as inseguranças que envolvem a cirurgia, o medo de não estar bem preparado para o procedimento na coluna vertebral é uma delas. Por isso, alguns cuidados podem deixar o paciente mais tranquilo e confortável.
Confira algumas dicas:
Tire todas as suas dúvidas sobre a cirurgia de coluna
Não hesite em tirar todas as dúvidas que tiver com o especialista responsável pela operação ainda em consultório. Assim, você não apenas ficará mais tranquilo com relação à cirurgia, como também evitará possíveis imprevistos antes da realização da mesma;
Se organize para a cirurgia de coluna
Uma vez marcada a data do procedimento, organize-se para ter o repouso indicado pelo médico. O tempo total de reabilitação varia de acordo com a extensão da operação com a resposta individual de cada paciente, mas em geral, não é possível retornar ao trabalho antes de 7 dias após a cirurgia;
Providencie os acessórios
O pós-operatório de alguns procedimentos exigem o uso de acessórios específicos, como coletes, cintas, travesseiros e mais. Se for comprar pela internet, certifique-se que os itens chegarão antes de sua cirurgia de coluna;
Fisioterapia pós-operatória
Caso ainda não esteja em acompanhamento, procure por um fisioterapeuta que possa iniciar ou retomar seu tratamento de coluna logo depois do fim da operação. A fisioterapia é essencial para a reabilitação completa do paciente;
O que levar para o hospital
Os dias que antecederem o procedimento, arrume sua mala com todos os materiais pós-cirúrgicos necessários, além de roupas leves e outros produtos de higiene pessoal que fazem parte de sua rotina;
Evite imprevistos
Às vésperas da cirurgia, evite fazer esforços físicos intensos, alimente-se de forma leve e não suspensa ou inicie medicações sem orientação médica.
Siga sempre as orientações do seu médico de coluna e fuja de dicas de amigos ou palpites encontrados na internet. O cirurgião responsável pelo seu caso é a melhor pessoa para tirar suas dúvidas ou sugerir novas condutas.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2024/04/william-zarza-medico-de-coluna.jpg16001067Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2024-03-25 15:13:442024-06-24 21:26:05Como se preparar para uma cirurgia de coluna
Sinal de Lasègue é um teste físico que detecta inflamações do ciático. Também conhecido como teste de nervo ciático ou teste de elevação da perna estendida, o exame é realizado quando o paciente queixa-se de dor irradiada da coluna lombar para as coxas ou pernas.
O Lasègue positivo indica que o nervo pode estar sendo comprimido por algum fator físico, como hérnia de disco, estenose espinhal, cistos facetários ou outras condições que afetam a região lombar.
O diagnóstico, contudo, precisa ser confirmado por meio de exames de imagem, já que o resultado pode ser influenciado por encurtamento muscular ou espasmos.
Como funciona o teste de Lasègue?
O teste de Lasègue é aplicado por médicos ortopedistas especialistas em coluna ou fisioterapeutas com o paciente deitado de costas. Em seguida, ele tem sua perna levantada pelo profissional a fim de tensionar o nervo ciático.
É possível ainda dorsiflexionar o pé, ou seja, dobrá-lo para trás, para exercer mais pressão sobre a raiz nervosa lombar.
Ausência de dor: quando não há dor ao realizar o movimento, é descartada a compressão do nervo ciático, devendo ser investigada outras causas para a queixa relatada;
Dor entre 0 a 30 graus: nesta altura, ainda não há efeito sobre as raízes do nervo citado. Havendo dor com esta amplitude de movimento, outras causas devem ser investigadas;
Dor entre 30 e 70 graus: a dor com esta amplitude de movimento indica Lasègue Positivo e exames de imagem podem ser solicitados a fim de confirmar a hipótese diagnóstica de compressão ciática;
Dor acima de 70 graus: se a dor surge no intervalo anterior e permanece nesta amplitude, mantém-se a classificação como Lasègue Positivo. Entretanto, se a dor surge apenas neste momento, a causa da dor pode ser apenas um encurtamento da musculatura posterior da coxa (falta de alongamento).
FAQ
Qual exame detecta nervo ciático inflamado?
A inflamação do nervo ciático pode ser examinada primeiramente por meio do sinal de Lasègue. Num segundo momento, a ressonância magnética é realizada para confirmar qual condição lombar está acometendo o paciente.
Para que serve o teste de Lasègue?
O teste de Lasègue identifica a origem da dor ciática, a partir da exposição do paciente ao tensionamento da perna levantada. Se houver ciatalgia (dor no trajeto do nervo ciático) no ato da subida, o Lasègue é positivo.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2024/03/young-woman-showing-medical-exercises-gym-beautiful-body-healthy-lifestyle-scaled.jpg13502560Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2024-03-19 12:49:092024-07-02 14:33:11Sinal de Lasègue: O que é o teste e para que serve?
O especialista de coluna é o médico apto a solucionar qualquer problema de saúde da coluna vertebral. Os ortopedistas e neurocirurgiões realizam tratamentos clínicos e cirúrgicos. Já os fisiatras e reumatologias possuem olhar clínico para os casos.
A fim de orientar o exercício da profissão e dar suporte aos médicos, existem sociedades de apoio em cada uma das especialidades. Elas exigem uma avaliação para que o médico se torne membro. O Dr. William Zarza, por exemplo, é membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e, à época de sua filiação, realizou uma prova para a obtenção do título de especialista.
A Sociedade Brasileira de Coluna é responsável pela promoção de congressos na área, além da realização de aulas e reuniões acadêmicas, entre outras atribuições.
Especialização em Coluna Vertebral
A formação de um especialista em coluna começa logo após a graduação em medicina. Já graduado, o profissional inicia a residência médica em ortopedia, neurocirurgia, fisiatria ou reumatologia. Passado os anos de residência, há ainda a fase de especialização em coluna. Neste período de formação, o médico adquire embasamento teórico e prático na área. A formação do melhor especialista de coluna pode ainda continuar com a obtenção de títulos acadêmicos, como mestrado, doutorado e PHD. Vale lembrar que atuar na área da saúde exige uma atualização técnica constante, já que a ciência também evolui a todo o momento.
Como escolher o melhor profissional de coluna?
A escolha do melhor profissional especialista em coluna depende muito da necessidade do paciente, bem como da origem de seu conforto. Muitas vezes, faz-se necessário um tratamento multidisciplinar, associado a fisioterapia e outras abordagens médicas. Saiba quais as diferenças entre cada tipo de especialista em coluna:
Ortopedista especialista em coluna
O médico ortopedista de coluna trata condições de saúde relacionadas à coluna vertebral. É ele quem cuida diretamente de lesões e fraturas vertebrais, hérnias discais, além de distúrbios como escoliose, estenose espinhal, degeneração discal, entre outros problemas.
Ele cuida e orienta pacientes com queixas de problemas na coluna. Eles podem apresentar dores na coluna, dor crônica, formigamento nos membros, perda de força, entre outros sintomas. Assim, um ortopedista especialista em coluna pode realizar as seguintes cirurgias:
Artrodeses;
Descompressão nervosa;
Infiltrações;
Laminectomia;
Correção de deformidades;
Substituição de disco;
Entre outras.
Em geral, o médico ortopedista especialista em coluna visa tratar a condição do paciente preservando e devolvendo a sua mobilidade e autonomia. Seu olhar está sempre voltado para o funcionamento mecânico da estrutura e bem-estar do paciente.
O ortopedista de coluna bem formado também é habilitado a realizar procedimentos minimamente invasivos. A técnica exige habilidade e treinamento e proporciona melhora na qualidade de vida do paciente.
Neurocirurgião
O neurocirurgião que especializa-se em coluna atua diretamente no sistema nervoso central, incluindo a coluna vertebral.
Esse profissional pode tratar condições como hérnias de disco, estenose espinhal, tumores na coluna e outras questões neurológicas relacionadas à coluna vertebral. São realizadas por ele cirurgias de descompressão, fusão espinhal, remoção de tumores e correção de deformidades. Há casos também em que o neurologista especialista em coluna atua em conjunto com o ortopedista.
Fisiatra
A fisiatria é um ramo da medicina que foca na reabilitação do paciente. Seu objetivo é restaurar a função de alguma parte do corpo comprometida pela dor de maneira não-invasiva. Ou seja, sem cirurgia. Alguns exemplos dos tipos de procedimentos realizados por ele são injeções de corticosteróides, bloqueios nervosos e outras terapias.
Reumatologista
O reumatologista especialista em coluna vertebral atua diretamente no tratamento de doenças crônicas. As mais comuns são artrite reumatoide e fibromialgia. Sendo assim, esse tipo de médico costuma ser consultado quando a dor está relacionada a condições reumáticas.
Como escolher o melhor especialista de coluna para o meu caso?
Além da dor nas costas, outros sintomas podem indicar condições que devem ser tratadas pelo especialista em coluna. São eles: dores irradiadas para pernas e braços, formigamento dos membros, perda de força e perda de controle esfincteriano.
A seguir, confira alguns cuidados que podem te ajudar a eleger a melhor opção:
Verifique a formação do médico e dê preferência por profissionais formados em instituições sérias e de renome;
O médico especialista em coluna deve ser titulado pela Sociedade Brasileira de Coluna. Para isso, ele precisa preencher os requisitos necessários, além de realizar uma prova promovida pela instituição;
Confira as avaliações feitas pelos pacientes disponíveis na internet;
Tire todas as suas dúvidas durante a consulta.
É essencial que você se sinta seguro e acolhido após a consulta.
Foto de cirurgia de coluna em sp. Em campo, Dr. William Zarza e Dr. Felipe Simões.
É importante também que o médico escolhido seja credenciado a atender e realizar cirurgia de coluna nos principais centros de saúde da região. No caso do ortopedista de coluna em São Paulo, os hospitais mais procurados são:
Hospital Israelita Albert Einstein;
Hospital Sírio Libanês;
Rede D’or São Luiz;
AACD;
Entre outros.
FAQ
Como se chama o especialista de coluna?
O profissional que se dedica a esta área pode ser chamado de especialista em coluna ou médico de coluna. Como ortopedistas e neurocirurgiões fizeram especialização em cirurgia, também podem ser chamados de cirurgião de coluna vertebral.
Qual médico trata do nervo ciático?
O ciático pode ser tratado tanto pelo ortopedista de coluna quanto pelo neurocirurgião.
Qual área médica cuida da dor lombar?
Na grande maioria dos casos, o especialista de coluna que cuida da dor lombar é médico ortopedista. Este pode incluir no plano de tratamento do paciente também abordagens como fisioterapia, acupuntura e atividade física.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2024/03/MELHOR-CIRURGIAO-DE-COLUNA-EM-SAO-PAULO-WILLIAM-ZARZA-OPERANDO.jpeg1024768Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2024-03-04 15:21:322024-06-24 21:22:40Como Escolher o Melhor Médico de Coluna
A cirurgia de artrodese da coluna vertebral é realizada quando esta apresenta desalinhamento ou instabilidade mecânica. Primordialmente, o procedimento de fusão de duas ou mais vértebras visa aliviar dores e garantir maior estabilidade da coluna.
A artrodese, acima de tudo, é uma opção quando os demais tratamentos conservadores não proporcionam os resultados esperados. Dessa forma, a fixação das vértebras é feita com parafusos e um cage (gaiola) preenchida com enxerto ósseo. Nestes casos, o cage preenche o espaço entre as vértebras fixadas e cria um bloco rígido que aumenta a estabilidade.
O enxerto ósseo pode ser de quatro tipos:
Enxerto ósseo Autógeno: retirado do próprio paciente. Mais comumente retirado da própria coluna ou da região da bacia;
Enxerto ósseo Alógeno: obtido em banco de tecidos (ossos de cadáver);
Enxerto ósseo Xenógeno: material de origem animal, muito semelhante ao humano. Na maioria das vezes bovino ou suíno;
Enxerto ósseo sintético: produzido em laboratório, pode ser composto por diversos materiais, como polímeros, hidroxiapatita, biovidro, etc.
Parafusos na Coluna
A aplicação de parafusos entre as vértebras nem sempre foi uma abordagem recorrente. Primordialmente, até os anos 60, o paciente que passava por uma artrodese mantinha a coluna imobilizada com gesso por cerca de um ano.
É fundamental ressaltar, no entanto, que isso mudou. Com o passar do tempo, porém, a evolução das técnicas e materiais dispensou a imobilização externa. Atualmente, o procedimento é muito mais funcional e estável.
Tipos de Artrodese da Coluna
A técnica escolhida para a artrodese da coluna depende da via de acesso e do local da fusão. Sendo elas:
Artrodese cervical
Quando a instabilidade ocorre na região da coluna cervical (pescoço), ela pode ser realizada por via anterior ACDF (Anterior Cervical Discectomy and Fusion) ou por via posterior (parafusos de massa lateral).
Artrodese dorsal
Quando os níveis afetados estão na coluna torácica (região do tronco), a via de acesso mais comum é posterior. Ou seja, a incisão feita para acessar as vértebras é nas costas.
Artrodese lombar
Instabilidades mais baixas, que afetam a coluna lombar, podem ser abordadas tanto por via posterior, anterior ou lateral.
Coluna vista de frente (reta) e vista lateralmente (com as curvaturas fisiológicas).
O cirurgião é o responsável pela definição da via mais indicada. O especialista, portanto, deve levar em conta particularidades do caso evidenciadas no exame de imagem. Ademais, sua experiência pessoal com cada técnica e histórico de casos também tende a impactar na escolha.
A avaliação médica leva em conta as queixas do paciente, assim como dores na coluna, dores na costas e presença de déficits neurológicos (formigamento, dormência ou perda de força dos membros).
Além disso, após análise da ressonância magnética, verifica-se a integridade das raízes nervosas. O cirurgião costuma indicar a cirurgia quando há comprometimento nervoso.
Qualquer que seja o nível, a artrodese pode ser realizada de diversas formas. O médico ortopedista especialista em coluna é o responsável por definir a melhor técnica para cada caso.
A estabilidade vertebral pode ser obtida de duas formas:
Fixação de parafusos pediculares;
Substituição dos discos intervertebrais por um dispositivo de suporte interno conhecido como cage.
Fonte: acervo pessoal. Radiografia evidenciando artrodese lateral com parafusos pediculares e Cages de acesso lateral.
Uso de Cages na Artrodese
O uso de espaçadores e gaiolas intervertebrais garante o espaço adequado entre as vértebras fusionadas. Os materiais mais comuns utilizados para a sua produção são titânio ou polímeros.
Uma vez que estas estruturas se parecem com gaiolas, receberam o nome de cages (gaiola em inglês). Ao passar do tempo, os melhores cirurgiões de coluna incorporaram seu uso a técnicas minimamente invasivas mais comumente associadas à artrodese lombar e cervical.
Conheça seus principais subtipos:
ALIF (Anterior Lumbar Interbody Fusion)
O cage é inserido por via anterior, ou seja, pela parte da frente do corpo. Essa abordagem permite o acesso direto ao espaço intervertebral entre as vértebras lombares afetadas;
PLIF e TLIF (Posterior/Transforaminal Lumbar Interbody Fusion)
A via utilizada para inserção do cage é posterior. Enquanto o PLIF é uma técnica bilateral, o TLIF envolve o acesso do disco por um lado da coluna vertebral;
LLIF (Lateral Lumbar Interbody Fusion)
Essa abordagem envolve o acesso ao espaço intervertebral lateralmente, ou seja, pela lateral do corpo do paciente.
Recuperação da Artrodese
A recuperação da artrodese pode variar entre os pacientes. Porém, assim como todo pós-operatório, exige alguns cuidados. Primeiramente, é fundamental que logo após a cirurgia o paciente tenha o acompanhamento de um fisioterapeuta. Do mesmo modo, é importante que ele siga as recomendações do cirurgião de coluna acerca de esforços e peso. Isso porque, por vezes, é preciso suspender treinos de força ou atividades como carregar sacolas pesadas por um período.
Como resultado da progressão da recuperação, o nível de atividade física e a mobilidade aumentam gradativamente. Dessa forma, por certo, é natural que o médico de coluna continue acompanhando o paciente durante algumas semanas.
Certamente, a reabilitação é um processo gradual. Por isso, ele exige paciência e cuidado para minimizar o risco de complicações ou lesões adicionais.
FAQ- Perguntas Frequentes
O que é artrodese?
A artrodese é um procedimento cirúrgico que consiste na fusão de duas ou mais vértebras da coluna. A sua indicação é o tratamento de condições que causam dor, instabilidade ou compressão de nervos.
Quem fez artrodese lombar pode pegar peso?
Sim. Passado o período de recuperação, em geral, o paciente está liberado para atividades cotidianas sem restrições.
Quem tem artrodese é deficiente físico?
Não, a realização de uma artrodese na coluna vertebral não torna um portador de deficiência física. Isso depende da gravidade das limitações funcionais e de como elas o afetam socialmente.
Caso perceba sintomas comuns das condições mencionadas acima, procure um ortopedista de coluna em São Paulo ou na sua cidade e verifique se há a indicação de artrodese. Os sinais mais comuns, são:
Dor persistente nas costas;
Formigamento ou perda de força dos membros;
Dor após 4 ou mais semanas de um trauma;
Entre outros.
Caso precise de orientação, entre em contato pelo Whatsapp e marque uma consulta. Vou ficar feliz em te ajudar a aliviar a dor.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2024/02/3d-render-showing-correct-poor-posture-with-spine-highlighted.jpg15002000Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2024-02-23 14:35:372024-06-24 21:20:49Artrodese da Coluna: Tudo Sobre a Cirurgia e Quando é Indicada
O nódulo de Schmorl consiste na herniação da parte interna do disco intervertebral (núcleo pulposo), estrutura que amortece o impacto entre as vértebras da coluna. O nódulo de Schmorl costuma ser assintomático e por si só não apresenta grandes problemas à saúde. Ele também é conhecido como hérnia intrassomática ou hérnia discal intraóssea.
A condição costuma ser identificada de forma acidental, por meio de exames de imagem solicitados para a investigação de outros problemas de saúde. Porém, o nome técnico da herniação intrassomática – nódulo de Schmorl – acaba chamando a atenção no laudo.
Apesar da ideia de ter um nódulo nas costas parecer assustadora, ele não é um tumor ou câncer, nem tem chance de malignização. Na maioria das vezes isso ocorre no final da coluna torácica ou início da coluna lombar.
Ele é a indicação de um processo degenerativo da coluna do paciente. Em linhas gerais, ele não é grave e só requer cuidados quando apresentar processos inflamatórios.
Legenda: O nódulo de Schmorl consiste na herniação do disco para dentro do corpo vertebral
Sintomas do nódulo de Schmorl
O Nódulo de Schmorl geralmente é assintomático e na maioria das vezes corresponde a um achado de exame de imagem. Atribuir a dor nas costas, seja na cervical, torácica ou lombar, à presença de um nódulo de Schmorl, geralmente é um erro.
Ele pode gerar dor apenas quando se trata de um nódulo de Schmorl agudo. Nesses casos, há presença de edema no corpo vertebral ao redor do nódulo e, aí sim, a dor pode ser um sintoma da herniação intrassomática.
O nódulo de Schmorl não pode ser identificado no exame físico e seus sintomas costumam ser discretos. Ele pode causar dor na parte da coluna em que está localizado, entretanto, o sintoma, como comentado, costuma ser em decorrência a outro problema na coluna. É mais comum que a dor nas costas seja causada por uma hérnia de disco lombar, torácica ou cervical, lesões musculares, má postura ou outras degenerações.
Possíveis causas do nódulo de Schmorl
A idade avançada está associada à degeneração da coluna e, consequentemente, ao aparecimento de nódulos de Schmorl. Além disso, outros problemas podem estar relacionados com a condição:
Traumas repetitivos de sobrecarga;
Doenças autoimunes;
Alterações genéticas;
Doença de Scheuermann;
Osteomalácia;
Hiperparatireoidismo;
Doença de Paget;
Infecções;
Osteoporose;
Neoplasias.
O nódulo de Schmorl pode ainda ser idiopático. Ou seja, aparecer em colunas completamente saudáveis, sem nenhum motivo evidente.
Tratamento do nódulo de Schmorl
Inicialmente, o tratamento clínico do nódulo de Schmorl é voltado para alívio dos sintomas, com analgésicos, anti-inflamatórios, órteses e fisioterapia. Uma rotina regular de atividade física pode ajudar na qualidade de vida e aliviar a dor do paciente.
Se houver alterações na estrutura vertebral, bem como inflamações agudas ou compressão de nervos, infiltrações na coluna podem ser consideradas.
O tratamento cirúrgico é indicado em raríssimas ocasiões
A vertebroplastia é um exemplo de tratamento cirúrgico. Nela, aplica-se cimento ósseo dentro da vértebra para proporcionar alívio da dor. Em casos mais graves, o disco será substituído (artroplastia) ou as vértebras serão fixadas (artrodese).
O médico mais indicado para a realização destes procedimentos e tratamento de dores na coluna é o ortopedista. Ele é especialista em hérnia de disco e outras doenças da coluna vertebral.
Caso apresente algum dos sintomas citados ou se um nódulo de Schmorl foi identificado em sua coluna vertebral, procure um ortopedista de coluna para esclarecer todas as suas dúvidas.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2024/02/homem-que-sofre-de-dor-nas-costas-no-local-de-trabalho-problema-de-ma-postura.jpg13332000Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2024-02-07 15:37:392024-06-24 21:17:16Nódulo de Schmorl: O que é, Sintomas e Tratamento
A cirurgia de coluna por via endoscópica é uma das mais avançadas técnicas ortopédicas da atualidade. Por ser minimamente invasiva, oferece uma série de benefícios ao paciente que sofre com dores causadas por hérnias de disco, estenose do canal espinhal e outros problemas na coluna vertebral. Em linhas gerais, o procedimento consiste na introdução de um endoscópio na coluna (câmera de vídeo), por meio de uma pequena incisão de até sete milímetros. Por meio desse endoscópio, conseguimos ter visualização das estruturas da coluna em uma televisão com ampla e nítida imagem e realizar procedimentos de descompressão do nervo. Por isso, a endoscopia de coluna também é conhecida como cirurgia por vídeo.
Endoscopia de Coluna
Tipos de Cirurgias Endoscópicas na Coluna
É possível a aplicação de diversas técnicas cirúrgicas por via endoscópica na coluna. Sendo assim, a cirurgia endoscópica na coluna pode ser indicada para diversos casos, com a vantagem de ser um procedimento menos invasivo e com uma recuperação mais rápida. As intervenções endoscópicas mais comuns na coluna são:
Discectomia endoscópica: É a principal indicação de cirurgia endoscópica na coluna, essa técnica costuma ser utilizada para tratar hérnias de disco. O endoscópio inserido remove os fragmentos extrusos do disco intervertebral para aliviar a pressão sobre os nervos e proporcionar a melhora da dor;
Estenose de canal: Nesses casos é realizada descompressão do nervo que está comprimido por diversos fatores relacionados a degeneração da coluna: artrose das articulações, espessamento do ligamento e discos abaulados.
Ressecção de Cisto Facetário: Nesse caso a cirurgia endoscópica é realizada para retirar um cisto facetário (artrosinovial) que pode estar comprimindo o nervo na coluna, gerando dor ciática.
Foraminotomia: em pacientes que possuem estenose foraminal, um estreitamento do canal por onde os nervos espinhais saem da coluna, insere-se o endoscópio com o objetivo de remover tecido ósseo ou outras estruturas que estejam comprimindo os nervos;
Tratamento da Discite: A discite é a infecção dos discos intervertebrais. Muito mais rara do que as outras patologias já mencionadas, ela também pode causar dor lombar e dor ciática, e por via endoscópica também conseguimos realizar a limpeza do disco.
Vantagens da Cirurgia de Coluna por via Endoscópica
Como a cirurgia de coluna por via endoscópica cria o acesso à área-alvo com o auxílio de dilatadores que acompanham o endoscópio, o procedimento requer incisões menores e, por isso, minimiza os traumas aos tecidos circundantes (pele, tecido subcutâneo e músculo). Em geral, o paciente que passa pela cirurgia endoscópica apresenta menos dor pós-operatória, diminuição significativa no tempo total de hospitalização (alta no mesmo dia) e tempo da reabilitação do paciente, menor risco de infecção, sangramentos e outras complicações. Do ponto de vista estético, a cirurgia endoscópica também é superior. A cicatriz é discreta e apresenta menos de 1 cm.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Foto-1-endoscopia-1.png612800Lucas Maschiohttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngLucas Maschio2023-11-21 18:45:162024-06-24 21:14:12Vantagens da Cirurgia Endoscópica na Coluna Vertebral
“Espondilo” significa vértebra; “artro” significa articulação e o sufixo “ose” na medicina significa degeneração. Logo, espondiloartrose, nada mais é que uma degeneração ou desgaste das vértebras e das articulações da coluna, também chamadas de articulações interapofisárias (é um encaixe entre duas vértebras). Não é infrequente, nos depararmos em laudos com o termo “Espondilodiscoartrose”. pela mesma lógica, é a degeneração das vértebras, dos disco intervertebrais e das articulações da coluna.
Espondiloartrose lombar
Outra alteração compatível com desgaste vertebral é o osteófito (bico de papagaio). Consistem em crescimentos ósseos que se formam nas margens das vértebras, e são mais uma possível consequência da espondiloartrose.É mais comum que a condição afete pacientes idosos ou com histórico de sobrecarga crônica. Suas manifestações são variadas e mudam de acordo com a estrutura afetada.
Sintomas
Além da dor nas costas, que é o sintoma mais frequente, a espondilodiscoartrose pode apresentar com:
Rigidez muscular;
Alterações posturais;
Perda de mobilidade e flexibilidade;
Dificuldade em ficar na mesma posição por muito tempo.
Porém, vale ressaltar que nem toda alteração de desgaste da coluna gera dor. Muitas alterações evidenciadas em ressonâncias magnéticas, por exemplo, são alterações fisiológicas e compatíveis de um envelhecimento do corpo. É justamente o papel do ortopedista, especialista em coluna, diferenciar essas alterações fisiológicas das alterações patológicas que podem estar gerando dor ou qualquer sintoma.
Espondiloartrose lombar
A coluna vertebral apresenta cinco divisões e quatro curvaturas. A região mais atingida pela espondiloartrose é a coluna lombar, seguida da coluna cervical. Isso ocorre porque a coluna lombar suporta a maior parte do peso do corpo, conferindo-lhe estabilidade e movimento.
Espondiloartrose lombar
Causas da espondiloartrose
Podemos dividir os fatores que geram espondiloartrose em dois grandes grupos: fatores intrínsecos e fatores extrínsecos (também chamados de ambientais). A grande diferença entre os dois grupos é que no primeiro não temos controle algum sobre os fatores, diferente do segundo grupo, no qual podemos intervir.
Fatores intrínsecos;
Idade;
Genética;
Fatores extrínsecos;
Sobrepeso;
Sedentarismo;
Tabagismo;
Traumas (fraturas prévias).
Ademais, a espondiloartrose pode ser causada por outras condições ortopédicas, dentre elas osteoporose ou doenças reumatológicas como espondilite anquilosante e reumatóide Existem ainda determinadas profissões que tornam os indivíduos mais propensos a terem espondiloartrose, sobretudo aquelas que exigem repetição de movimentos, ou que o colaborador permaneça em pé ou sentado por muito tempo.
Diagnóstico da espondiloartrose
A espondiloartrose é diagnosticada na maioria dos casos por meio de exames de imagens, cujo os resultados são combinados com a história clínica e o exame físico do paciente. As radiografias e tomografias são bons exames na avaliação da parte óssea da coluna, mas não fornecem detalhes sobre as chamadas “partes moles” da coluna. Já a ressonância magnética é o principal exame, pois fornece mais detalhes sobre os discos, articulações facetárias, nervos, ligamentos e musculatura.
Como tratar a espondiloartrose?
O tratamento da espondiloartrose visa principalmente aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares podem ser úteis em períodos de crises. A fisioterapia é um pilar muito importante para o controle da espondiloartrose. A realização de exercícios específicos pode ajudar a fortalecer os músculos ao redor da coluna vertebral, melhorar a postura e aumentar a flexibilidade.Infiltrações de corticosteróides ou anestésicos também podem ser administradas diretamente nas articulações afetadas para a atenuação da dor.A espondiloartrose exige cuidados redobrados com o estilo de vida. Evitar sobrecargas, controlar o peso, adotar posturas adequadas durante atividades diárias podem ajudar a reduzir a pressão sobre as articulações da coluna.Intervenções cirúrgicas são o último recurso para tratar a espondiloartrose, quando outras opções de tratamento não são eficazes. Nestes casos, pode-se considerar a artrodese do segmento afetado, visando retirar o movimento daquele segmento e, com isso, melhorar a dor.
FAQ- Perguntas Frequentes
O que é espondiloartrose?A espondiloartrose ou artrose da coluna vertebral consiste na degeneração das articulações facetárias, recorrente em idosos ou pacientes com histórico de sobrecarga crônica;Qual o tratamento para espondiloartrose?Medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares são a principal alternativa de tratamento para espondiloartrose, aliados sobretudo à fisioterapia e exercícios de fortalecimento muscular;Quais os sintomas da espondiloartrose?A espondiloartrose pode causa dores nas costas que irradiam para membros inferiores ou superiores, dependendo da localização do desgaste das articulações;Qual o CID da espondiloartrose anquilosante?O CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) da espondiloartrose é o M45. Gostaria de agendar uma consulta? Clique Aqui.
A osteopenia é uma doença caracterizada pela perda de densidade mineral óssea. Isso ocorre porque, até a terceira década de vida, nossos ossos passam por um processo de regeneração acelerado e regulam sozinhos a perda de massa óssea.
No entanto, a partir daí, ocorre uma baixa no equilíbrio entre a produção e reabsorção das células, o que acaba por tornar o tecido ósseo mais frágil. Diante deste cenário, a osteopenia surge como uma condição clínica anterior à osteoporose, e que pode comprometer severamente a qualidade de vida de um indivíduo. Leia mais
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2023/05/yu.webp300800Dr. William Zarzahttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngDr. William Zarza2023-05-23 13:55:392024-06-24 21:05:47Osteopenia: O que é, Causas, Sintomas e Tratamentos
O abaulamento discal é uma condição muito frequente na qual o disco intervertebral, uma estrutura fibro-cartiloginosa que se situa entre as vértebras e tem o papel de amortecedor, se degenera e acaba se deformando, se projetando para fora de sua área normal.
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2023/05/abaulamento-discal.webp300800Dr. William Zarzahttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngDr. William Zarza2023-05-08 12:04:402024-06-24 21:03:57Abaulamento Discal: O que é, Causas e Tratamento
A síndrome do piriforme é uma síndrome caracterizada por uma dor na região glútea, que pode irradiar para a parte posterior ou lateral da coxa e para a região lateral das pernas e dos pés. Essa dor é semelhante à dor ciática originada da coluna (por hérnia de disco, estenose de canal, etc), sendo dessa forma um importante diagnóstico diferencial dos problemas de coluna. Leia mais
https://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2023/02/sindrome-do-piriforme.webp300800Dr. William Zarzahttps://drwilliamzarza.com.br/wp-content/uploads/2021/10/logo-1.pngDr. William Zarza2023-02-27 15:13:022024-06-24 21:00:42Síndrome do Piriforme: O que é, Sintomas e Tratamento